ÁREA DE ATUAÇÃO

CÂNCER COLORRETAL

O câncer colorretal é um dos tipos mais comuns de câncer, afetando o intestino grosso (cólon, reto e ânus).  Ele geralmente se desenvolve a partir de pequenos pólipos (tumores na parede do intestino), inicialmente assintomáticos, que, com o tempo, podem se transformar em tumores malignos.

A boa notícia é que, quando detectado precocemente, o câncer colorretal tem altas taxas de cura. Por isso, o acompanhamento com um proctologista é essencial, especialmente a partir dos 45 anos, ou antes, se houver histórico familiar.

Causas e Fatores de Risco

Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Entre os principais estão:

  • Histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos intestinais
  • Doenças hereditárias como as poliposes intestinais e as síndromes de câncer colorretal hereditárias, não polipóides.
  • Dieta pobre em fibras e rica em carnes processadas
  • Sedentarismo e obesidade
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool
  • Doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa inespecífica e doença de Crohn
  • Retites actínicas e fístulas anorretais crônicas
  • Doenças infecto-contagiosas como o HPV na região anorretal

Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e realizar exames preventivos são atitudes que fazem diferença.

Sintomas que Merecem Atenção

Nos estágios iniciais, o câncer colorretal pode não apresentar sintomas. Com o tempo, podem surgir sinais como:

  • Sangue nas fezes (vermelho vivo ou escuro)
  • Mudança no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre persistentes)
  • Dor ou desconforto abdominal frequente
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Perda de peso sem causa aparente
  • Fadiga ou anemia sem explicação

Ao notar qualquer um desses sintomas, é importante procurar um especialista. O diagnóstico precoce é o principal aliado no sucesso do tratamento.

Diagnóstico e Exames

O principal exame para detecção do câncer colorretal é a colonoscopia, que permite visualizar o interior do intestino e remover pólipos antes que evoluam para tumores.

Outros exames podem ser solicitados conforme o caso, como exames de sangue, fezes e imagem (tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassonografia retossigmoidoscopia). É importante, inicialmente se fazer um exame completo do paciente, para se fazer o adequado estadiamento da doença e programar o tratamento adequado.  

Tratamento e Acompanhamento

O tratamento depende do estágio da doença e pode envolver cirurgia, quimioterapia e/ou imunoterapia e radioterapia. Quando se trata do tipo mais comum de tumores do intestino grosso, os adenocarcinomas, o tratamento cirúrgico é muito importante com a retirada em bloco dos gânglios localizados próximos ao tumor. Além disso, mesmo com doenças metastáticas que podem atingir ainda o fígado, os pulmões e, mais raramente cérebro e pele, também a ressecção cirúrgica dessas lesões secundárias são indicadas levando ainda assim, muitas vezes, à cura ou a grande prolongamento da vida do paciente. 

Alguns pacientes portadores de adenocarcinoma de reto baixo ou médio, podem apresentar regressão completa dos mesmos com o tratamento radio e quimioterápico e podem entrar em um protocolo de acompanhamento RIGOROSO, chamado “ WATCH AND WAIT”, havendo um percentual deles que não precisará realizar a cirurgia.  

Também mais recentemente, um tipo especial de tumor do intestino grosso, que ocorre em uma doença hereditária, transmitida por um gen autossômico dominante, tem mostrado resultados INICIAIS promissores com o tratamento através da imunoterapia com drogas mais recentes e estão sendo objeto de pesquisa em centros especializados de  países desenvolvidos.
Nos casos iniciais, as técnicas minimamente invasivas, como as cirurgias endoscópicas, videolaparoscópicas e robóticas, permitem remover o tumor com menor tempo de internação e melhor recuperação.

Quando o paciente apresenta no reto baixo, próximo à região anal, um tumor de tipo diferente como os tumores epidermoides, a cirurgia pode não ser necessária e o paciente pode ser tratado com sucesso, na maioria das vezes por radio e quimioterapia, mas deve sempre manter-se em contacto e em acompanhamento com o proctologista e o oncologista, realizando exames no local e de imagem, pois uma eventual recidiva deverá ser tratado cirurgicamente. 

Após o tratamento, o acompanhamento periódico com o coloproctologista é fundamental para monitorar a saúde intestinal, diminuir a chance da ocorrência de tumores metacrônicos (tumores que podem ocorrer novamente no mesmo órgão) e evitar ou tratar precocemente as metástases ou recidivas, que porventura venham a acontecer. 

Quando Procurar um Especialista

PROCURE UM PROCTOLOGISTA se você:

  • Tem histórico familiar da doença ou pólipos
  • Está com sangue nas fezes ou alterações persistentes no intestino
  • Passou dos 45 anos e ainda não fez sua primeira colonoscopia
  • Deseja realizar um check-up preventivo.

O cuidado com a saúde intestinal é um investimento na qualidade de vida. O diagnóstico precoce salva vidas.”  

OS TUMORES DO INTESTINO GROSSO DIAGNOSTICADOS E TRATADOS PRECOCEMENTE POR UM PROFISSIONAL EXPERIENTE LEVAM À CURA DE MAIS DE 90% DOS PACIENTES. – Dr. José Mauro Santos.

HEMORROIDA

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As hemorroidas são dilatações do plexo vascular localizadp na região do ânus e do reto, semelhantes às varizes que aparecem nas pernas. Elas fazem parte da anatomia normal do ser humano, mas passam a causar sintomas quando aumentam de tamanho, inflamam ou sangram, originando o que chamamos de doença hemorroidária.

Embora seja um tema delicado, as hemorroidas são muito comuns e podem afetar homens e mulheres em qualquer idade, especialmente adultos acima dos 40 anos, pessoas com prisão de ventre crônica, gestantes e quem permanece muito tempo sentado.

Tipos de Hemorroidas

Existem dois tipos principais:

  • Hemorroidas internas: localizadas dentro do canal anal, geralmente não causam dor, mas podem provocar sangramento durante a evacuação ou prolapsar para fora do ânus ao evacuar ou ao fazer esforços. 
  • Hemorroidas externas: ficam sob a pele ao redor do ânus e podem causar dor, coceira, inchaço e desconforto, especialmente se houver trombose (formação de coágulo).

Em muitos casos, o paciente pode ter ambos os tipos, e a gravidade é classificada em graus (de I a IV), conforme o tamanho e a exteriorização ou não desse plexo vascular.

Causas e Fatores de Risco

Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento das hemorroidas:

  • Esforço evacuatório e prisão de ventre crônica
  • Dieta pobre em fibras e baixa ingestão de líquidos
  • Gravidez e parto normal
  • Sedentarismo e longos períodos sentado
  • Obesidade
  • Histórico familiar 
  • Uso frequente de laxantes

Manter hábitos saudáveis é o primeiro passo para prevenção.

Sintomas Mais Comuns

Os sintomas variam conforme o tipo e o grau da hemorroida, mas geralmente incluem:

  • Sangue vermelho vivo nas fezes ou no papel higiênico
  • Ardência ou desconforto ao evacuar
  • Coceira ou irritação anal
  • Inchaço ou caroço na região anal
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Prolapso ao evacuar ou aos esforços
  • As hemorróidas não complicadas, em geral, não causam dor. A dor aparece se houver complicações, como as tromboses ou quando houver associação com outras afecções, como as fissuras anais. 

Em casos mais avançados, pode ocorrer prolapso hemorroidário permanente (quando a hemorroida sai para fora do ânus), sangramento espontâneo ou ao se fazer as atividades do dia a dia, sangramento na roupa e isso vai exigir o tratamento específico.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo coloproctologista através de uma avaliação clínica cuidadosa e, se necessário, exames como a anuscopia, retossigmoidoscopia ou colonoscopia.
Esses exames permitem descartar outras causas de sangramento intestinal, como fissuras ou pólipos.

Consultar um especialista é essencial, nem todo sangramento anal é causado por hemorroidas e o diagnóstico diferencial com o câncer, sempre deve ser efetuado.

Tratamento

O tratamento depende do grau e dos sintomas apresentados, e pode ser clínico, ambulatorial ou cirúrgico. Uma grande variedade de técnicas tem sido utilizada para o tratamento das hemorróidas, como escleroses, ligaduras elásticas, desarterializações, uso de grampeadores, cirurgia com o bisturi a laser  e o tratamento cirúrgico convencional, através de técnicas diversas. É muito importante que o paciente seja tratado por profissional experiente porque apesar da cirurgia não ser muito grande, a sua recuperação costuma ser um pouco demorada e pode apresentar complicações importantes. 

 

Quando Procurar um Especialista

Procure um coloproctologista se você apresentar:

  • Sangramento nas fezes
  • Dor, inchaço ou coceira persistente na região anal
  • Dificuldade para evacuar
  • Sensação de “caroço” ou peso anal
  • Prolapso de algo na região anal ao evacuar ou aos esforços

Quanto antes o diagnóstico for feito, mais simples e eficaz será o tratamento.

“Falar sobre hemorroidas ainda pode ser um tabu, mas cuidar da saúde é um ato de coragem e autocuidado.”  – Dr. José Mauro Santos

FÍSTULAS ANORRETAIS

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O que é um abscesso anorretal?

Um abscesso anal é uma coleção de pus sob a pele da região anal, perianal ou submucoso (“por dentro do reto”). Trata-se de um processo infeccioso.
É uma afecção caracterizada por significativa dor anal.

O que é uma fístula anorretal?

Uma fístula anorretal, na maioria das vezes, representa a evolução de uma infecção glandular dentro do canal anal, que pode levar a um abscesso anorretal e, posteriormente, à fístula. A fístula anorretal é um trajeto infeccioso persistente que une um ou mais orifícios externos situados mais comumente na pele da região perianal e um ou mais orifícios internos situados no interior do reto, onde a doença iniciou. 

Quais as causas do abscesso?

O abscesso é o resultado de uma infecção de origem bacteriana mista, secundária à obstrução do ducto de pequenas glândulas produtoras de muco situadas logo acima e por dentro do ânus.

O motivo pelo qual essas glândulas são primariamente obstruídas não é bem conhecido, podendo ser secundárias a restos alimentares ou fecais.  As doenças inflamatórias intestinais em especial a doença de Crohn respondem pela origem de uma pequena parcela dos casos e também as diverticulites agudas complicadas. Outras causas de fístula são as neoplasias, pós tratamento por radioterapia para doenças pélvicas e os traumatismos pélvicos.

Diabéticos e alcoolistas estão predispostos.

Por que a fístula aparece?

O aparecimento da fístula, considerada a fase crônica do abscesso, se segue à drenagem deste, quando o trajeto não fecha completamente ou fecha e reabre, intermitentemente, ou ainda, cicatriza e refaz o abscesso posteriormente. A fístula ocorre em cerca de 50-80% dos casos de abscesso.

Após a drenagem espontânea ou cirúrgica de um abscesso, um trajeto infeccioso persiste entre a glândula que originou a coleção de pus (situada na porção final do reto, dentro do ânus) e o orifício de drenagem.

Quais os sintomas?

Dor anal, febre eventualmente e abaulamento localizado no ânus, calor e por vezes, rubor são os sintomas de abscesso.

O abaulamento, em alguns casos, não pode ser localizado sem a realização de um exame sob anestesia, portanto dor persistente, mesmo sem a identificação de abscesso externamente, pode ser devido a essa causa. 

A eliminação de secreção esverdeada ou amarronzada, acompanhada ou não de secreção sanguinolenta, se segue à drenagem do abscesso que pode ser espontânea ou cirúrgica.

Já para a fístula anorretal, a dor é incomum. O paciente com fístula anorretal percebe um orifício situado próximo ao ânus que drena quantidade variável de secreção purulenta, continua ou intermitentemente, levando a desconforto, prurido, e umidade local ou na roupa íntima. Picos de dor podem preceder a eliminação de uma quantidade maior de pus, principalmente quando o orifício externo fecha por algum tempo.

Tratamento

O tratamento das fístulas anorretais é sempre cirúrgico após a resolução da fase aguda de inflamação. O melhor tratamento é a fistulotomia ou fistulectomia com a retirada do trajeto e não fechamento da ferida, pelo risco de infecção, por se tratar de um trajeto bastante contaminado. Várias técnicas tem sido utilizadas na tentativa de não ressecar esse trajeto e, principalmente, de não seccionar parte do esfíncter anal, nas chamadas fístulas transesfincterianas. Tem se tentado o tratamento com várias técnicas como o LIFT, o avanço mucoso, utilização de bisturi a laser e o VAAFT, todas com algumas indicações específicas e com resultados inferiores ao da fistulotomia, em relação à cura da fistula.

FISSURA ANAL

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Uma pequena lesão que causa grande desconforto, e que tem tratamento eficaz. A fissura anal é uma pequena ruptura na pele que reveste o canal anal, geralmente causada pelo esforço para evacuar, fezes muito endurecidas ou episódios de diarreia intensa.
Apesar de pequena, a fissura provoca dor intensa ao evacuar, que pode persistir por minutos ou até horas após a evacuação, além de sangramento leve.

É uma das causas mais comuns de dor anal e, embora seja muito desconfortável, tem tratamento e alta taxa de cura quando acompanhada por um proctologista.

Sintomas Mais Comuns
  • Dor aguda durante e após evacuar
  • Sangue vermelho vivo no papel higiênico
  • Sensação de corte ou “queimação”
  • Espasmo do esfíncter (músculo do ânus), aumentando a dor
  • Medo ou ansiedade para evacuar, podendo agravar a constipação
Causas
  • Constipação e esforço evacuatório
  • Fezes muito duras
  • Diarreia persistente
  • Relação sexual anal sem lubrificação adequada
  • Pós-parto
  • Doenças inflamatórias intestinais (como Crohn)
Tratamento

O tratamento inicial geralmente é clínico e pode incluir:

  • Pomadas cicatrizantes e relaxantes do esfíncter
  • Banhos de assento
  • Ajustes alimentares para melhorar o trânsito intestinal
  • Hidratação e uso de fibras

Quando a fissura se torna crônica ou não melhora com o tratamento clínico, o Dr. José Mauro pode indicar procedimentos minimamente invasivos, como:

  • Toxina botulínica (Botox) no esfíncter
  • Esfincterotomia lateral interna, cirurgia segura e com excelente taxa de sucesso

 

Quando Procurar o Especialista

Se você sente dor ao evacuar, vê sangue nas fezes e evita usar o banheiro por medo da dor ou está usando pomadas sem melhora, é hora de procurar um coloproctologista.
Com avaliação adequada e tratamento personalizado, é possível aliviar a dor, cicatrizar a fissura e recuperar a qualidade de vida.

“Ninguém precisa conviver com dor para evacuar. A fissura anal tem solução, e o cuidado certo faz toda a diferença.”Dr. José Mauro Santos

FÍSTULAS RETO-VAGINAIS

As fístulas reto-vaginais são pequenas comunicações anormais entre o reto e a vagina, permitindo a passagem de gases ou fezes pelo canal vaginal. Podem surgir após partos complicados, cirurgias pélvicas, doenças inflamatórias intestinais (como a Doença de Crohn e as diverticulites agudas) neoplasias malignas, traumatismos, após radioterapia para tratamento de tumores e ainda por infecções locais.

Sintomas comuns

  • Saída de gases ou fezes pela vagina
  • Corrimento com odor forte
  • Irritação ou infecção vaginal recorrente
  • Desconforto íntimo e emocional

     Esses sintomas podem gerar constrangimento, mas é importante lembrar: existe tratamento e recuperação completa na maioria dos casos.

Tratamento

     O tratamento geralmente é cirúrgico, com técnicas que variam conforme o tamanho e a localização da fístula. Em muitos casos, utilizam-se abordagens minimamente invasivas para restaurar a anatomia e a qualidade de vida da paciente.

“Cuidar com empatia e técnica é essencial em situações delicadas como essa, toda mulher merece viver com saúde e dignidade.” — Dr. José Mauro Santos

CISTO PILONIDAL

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Acredita-se que a doença pilonidal é uma inflamação que ocorre na maioria das vezes na região sacra e sacrococcígea, decorrente de um pelo que cresce em direção ao tecido celular subcutâneo, geralmente por trauma repetido nessa localização quando o paciente fica sentado. Isso faz com que o organismo reconheça o pelo como “no self”, ocorre uma reação granulomatosa dor organismo, tipo corpo estranho, formando um cisto, na tentativa de englobar e expulsar o antígeno (pelo), sendo, portanto, uma doença adquirida em 98% dos casos. 

Cisto pilonidal é o mais comum dos cistos dermóides. Localizado na região sacral (abaixo da região lombar onde se inicia o sulco entre as nádegas), ou sacrococcígea e é quatro vezes mais observado em homens. Também pode ocorrer, mais raramente, na face dos homens, pela presença da barba, na mão do barbeiro e na região esternal. As estatísticas de sua prevalência não são muito confiáveis, sendo o seu aparecimento mais frequente em adolescentes e adultos jovens, quando há a mudança da hormonal na puberdade, com secreção dos hormônios sexuais, mudança das secreções sebáceas e sudoríparas e o aparecimento de pelos.   

Entre os principais sintomas estão: dor, calor, aumento de volume, nódulos ou orifícios no sulco interglúteo e ainda abscesso nessa região, que podem causar hiperemia, aumento de volume, aumento da dor e febre. Se o abscesso drenar espontaneamente ou for drenado cirurgicamente, pode permanecer um orifício fistuloso drenando contínua ou intermitentemente secreção mucosa, purulenta ou sanguinolenta. Ocasionalmente são encontrados um ou múltiplos pelos no local quando se trata o paciente, mas, eventualmente, o pelo já foi digerido pelo processo inflamatório.  

O tratamento da doença pilonidal é sempre cirúrgica. Na fase aguda consiste na drenagem do abscesso com anestesia local e o uso de analgésicos e antibióticos”. Neste caso, a recuperação do paciente é rápida mas o mesmo deve ser avisado de que o tratamento cirúrgico definitivo deve ser realizado posteriormente. 

Se não tratada adequadamente, a enfermidade tende a reaparecer, ficando o paciente sujeito a múltiplas infecções no mesmo local. Atos simples, como sentar ou deitar na posição dorsal passam a ser bastante dolorosos. Para essas pessoas, há a necessidade do tratamento cirúrgico definitivo, que consiste na retirada da área acometida seguida da curetagem (raspagem) da parede interna.

De acordo com a maioria dos autores a técnica com menor taxa de reaparecimento da doença (apenas 3%) é aquela na qual após a total remoção do cisto, a ferida é deixada aberta para cicatrização por segunda intenção. No período de 8 a 12 semanas, o paciente deverá ser acompanhado semanalmente pelo cirurgião para evitar uma cicatrização viciosa. Existem muitas outras técnicas para o tratamento definitivo do cisto pilonidal, como a exerese e o fechamento da ferida, a rotação de um retalho de pele e tec. celular subcutâneo, o uso do bisturi a laser, a incisão e curetagem do leito, etc…. Todas essas técnicas deverão ser avaliadas por um cirurgião experiente, pois a preocupação com um tempo de cicatrização mais prolongado e a estética local não devem se sobrepor ao risco de recidiva da doença.

Por ser uma doença mais comum em adultos e jovens, com pico de incidência entre os 15 e 24 anos de idade, dificilmente é observada em crianças e idosos. É importante ressaltar ainda que, ao contrário do que se imagina, geralmente não há riscos do cisto pilonidal infectado atingir a medula espinhal.

Uma das curiosidades sobre a enfermidade é a de que, durante a Segunda Grande Guerra Mundial, o problema era conhecido pela denominação de “doença do Jeep” (que foram muito utilizados pelos exércitos para levar combatentes em lugares inóspitos e sem estradas  adequadas),  pelo fato de acometerem com muita frequência os soldados que permaneciam horas sentados nesses veículos, os quais tinham um assoalho mais alto, fazendo com que o apoio na região sacra fosse mais importante e o traumatismo local mais frequente determinando o aparecimento dos cistos pilonidais, que, inflamados e dolorosos, eram causa da retirada dos soldados do front.

DOENÇA DIVERTICULAR DO CÓLON

Divertículo é uma cavidade em forma de dedo ou bolsa que se forma para fora na parede de um órgão oco e por dentro do intestino se observam pequenos orifícios. Os divertículos podem existir no cólon, no esófago, no duodeno, e, mais raramente, no restante do intestino delgado (jejuno e íleo) e no estômago. Podem ser congênitos (que geralmente contém todas as camadas da parede do órgão ou adquiridos que são pequenas herniações da camada mucosa por entre as paredes musculares do órgão (que, geralmente, tem a sua parede formada apenas por mucosa e serosa),

Cerca de 50% da população européia com mais de 50 anos tem divertículos do cólon. É uma afecção que pode ser assintomática por anos e pode ser denominada de diverticulose ou doença diverticular. 

Porque aparecem os divertículos?

A razão porque são frequentes os divertículos do cólon, sobretudo na região do cólon sigmóide , depois dos 50 anos de idade, nas pessoas dos países industrializados, ainda é discutida pelos estudiosos, mas, tem-se atribuído o aparecimento dos divertículos adquiridos aos hábitos alimentares onde a fibra é escassa. Os alimentos mais refinados, sem verduras, farelos, frutas e cereais, enfim, com poucas fibras, que as populações dos países ricos foram introduzindo nos seus hábitos alimentares são muito provavelmente a causa principal do aparecimento dos divertículos. Na Ásia e na África, onde a população faz uma alimentação rica em fibras os divertículos são menos frequentes. Pensa-se que o aumento de pressão no cólon, necessária para fazer a propulsão de um volume de fezes menor, leva à formação dos divertículos.  

Quais os sintomas da diverticulose e complicações?

No paciente que apresenta doença não complicada, muitas vezes é assintomática ou então é acompanhada de sintomas vagos, como prisão de ventre e dor abdominal. As principais complicações da doença diverticular, são a inflamação (diverticulite) e a hemorragia. Se os divertículos inflamam dão origem a uma diverticulite aguda, que causa por vezes além de dor abdominal importante, alteração do hábito intestinal com parada ou diminuição da eliminação de fezes e/ou gases, perda de sangue pelo ânus e, ocasionalmente febre. A perfuração de um divertículo com formação de um abcesso ou originando uma peritonite, são complicações graves que podem ocorrer levando a risco de vida, cirurgias de urgência e, por vezes, à necessidade de confecção de uma colostomia ou ileostomia. A obstrução do intestino como consequência de uma doença diverticular é uma complicação possível, na fase aguda devido a inflamação e o edema da parede da alça intestinal e na fase crônica devido à fibrose.  O sangramento da doença diverticular em geral é importante, do tipo enterorragia e pode vir acompanhando ou não de dor abdominal em cólica.  A doença diverticular do cólon é a causa mais frequente de sangramento digestivo baixo maciço, juntamente com as ectasias vasculares, em pessoas idosas.  

Como se diagnostica?

O Clister opaco foi durante décadas o meio de diagnóstico da diverticulose e ainda hoje se utiliza mas, pouco a pouco vai sendo substituído pelos exames endoscópicos: fibrossigmoidoscopia e colonoscopia. A tomografia abdominal computorizada – TAC, a ressonância magnética e a enteroressonância podem ser úteis no estudo das complicações da doença diverticular. 

Tratamento:
Se os sintomas forem leves o médico limita-se a recomendar uma dieta rica em fibras e orienta o paciente sobre a benignidade da situação e os riscos das complicações.  As complicações que podem ocorrer, são potencialmente graves e o médico sempre deve ser acionado para o tratamento adequado.
A cirurgia de urgência é necessária nos casos de perfuração intestinal, peritonite, hemorragia grave ou que não respondem ao tratamento clínico, fistulas ou obstrução intestinal.  As crises de diverticulite aguda de repetição, podem levar a estenoses ou diminuição gradativa do calibre do intestino, que pode se tornar completa e levar à necessidade de tratamento cirúrgico de urgência para se retirar a zona obstruída. Outra complicação que pode ocorrer quando o paciente apresenta várias crises de diverticulite aguda é a fístula (ou comunicação) para outros órgãos, como a pele, períneo, vagina e principalmente para a bexiga, exigindo também um tratamento através de cirurgia.

DOENÇA SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL

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As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) — também chamadas de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) — podem afetar não apenas a região genital, mas também o ânus e o reto, exigindo a avaliação de um proctologista especializado.

O Dr. José Mauro Santos, com ampla experiência em Coloproctologia e Cirurgia Colorretal, atua no diagnóstico e tratamento das infecções que comprometem a mucosa anal e retal, oferecendo atendimento discreto, ético e acolhedor.

As Principais Infecções Atendidas na Coloproctologia

Entre as DSTs mais comuns que podem afetar o ânus e o reto estão:

  • HPV (Papilomavírus Humano): causa verrugas anais e pode levar a lesões precursoras do câncer anal.
  • Herpes Genital: provoca feridas doloridas e recorrentes.
  • Sífilis: pode se manifestar com úlceras, manchas ou inflamações na região anal.
  • Gonorreia e Clamídia: causam secreção e inflamação no reto (proctite infecciosa).
  • Hepatites virais: transmitidas pelo contato sexual desprotegido.
  • Sindrome da Imunodeficiência Humana (HIV)

Essas infecções são comuns, tratáveis e controláveis, desde que diagnosticadas precocemente e acompanhadas de forma adequada.

Sintomas que Merecem Atenção

Nem sempre as DSTs apresentam sintomas evidentes, mas é importante procurar um especialista se houver:

  • Dor, coceira ou ardência anal
  • Corrimento ou sangramento incomum
  • Verrugas ou feridas na região anal
  • Secreção ou inflamação após relações sexuais
  • Diagnóstico prévio de DST em você ou no parceiro

O diagnóstico precoce permite um tratamento mais simples e reduz o risco de complicações e contágio.

Diagnóstico e Tratamento

O proctologista realiza uma avaliação clínica detalhada e pode solicitar exames laboratoriais e endoscópicos, conforme o caso. O tratamento varia conforme o tipo de infecção, podendo incluir medicamentos antivirais, antibióticos, cauterizações ou pequenos procedimentos ambulatoriais.

Além do cuidado individual, o Dr. José Mauro orienta seus pacientes sobre prevenção, acompanhamento dos parceiros e vacinação, como no caso do HPV.

Cuidado com Informação e Sigilo

Todo atendimento é feito com discrição, empatia e ética médica, em um ambiente seguro e de total respeito à privacidade.
    O foco é restabelecer a saúde e o bem-estar, oferecendo um cuidado técnico e humano que vai além do tratamento da doença, focando também na orientação em relação às condutas futuras em relação a essas afecções e ainda para os exames preventivos e periódicos.

“A saúde íntima também faz parte da saúde integral.
Procurar ajuda é um ato de coragem e cuidado consigo mesmo.” — Dr. José Mauro Santos

DOENÇA INFECTOCONTAGIOSA

As doenças infectocontagiosas anorretais são infecções que afetam o ânus e o reto, causadas por vírus, bactérias ou fungos. Entre as mais comuns estão o HPV (papilomavírus humano), o herpes genital, a clamídia, a gonorreia, a sífilis e as verrugas anais e HIV.

Essas condições podem surgir por contato sexual desprotegido, imunidade baixa ou pequenas lesões na mucosa que facilitam a entrada de microrganismos.

Sintomas Mais Comuns

  • Coceira, dor ou ardência anal
  • Corrimento ou secreção
  • Feridas, verrugas ou caroços na região anal
  • Sangramento leve, eliminação de muco e desconforto ao evacuar

Algumas infecções podem ser assintomáticas, por isso é importante realizar acompanhamento periódico com o proctologista, especialmente para quem tem vida sexual ativa.

Tratamento

Cada infecção exige um tratamento específico, com medicamentos antivirais, antibióticos ou terapias locais. Além disso, o acompanhamento médico e o uso de preservativos são essenciais para evitar novas infecções e proteger o(a) parceiro(a).

“O cuidado íntimo é parte da saúde integral. Falar sobre isso com confiança e sigilo é o primeiro passo para o tratamento seguro.” — Dr. José Mauro Santos

INCONTINÊNCIA ANAL

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A incontinência anal é a dificuldade em controlar a eliminação de gases ou fezes, podendo variar desde pequenos escapes até perda completa do controle evacuatório.
Apesar de ser um problema comum, especialmente em mulheres após o parto, idosos ou pessoas com cirurgias prévias, muitos pacientes sofrem em silêncio por vergonha de procurar ajuda.

Principais Causas

  • Lesões nos esfíncteres anais (durante partos ou cirurgias)
  • Doenças neurológicas ou danos aos nervos da região
  • Doenças musculares que comprometam os esfíncteres anais
  • Diarreias crônicas
  • Cirurgias ou traumas pélvicos
  • Enfraquecimento muscular com o envelhecimento

Diagnóstico

O diagnóstico adequado da causa que leva a esta afecção que impacta a vida de muitas pessoas, principalmente das mulheres, é fundamental para se avaliar o tipo de tratamento a ser instituído. O exame proctológico local adequado e o resultado de muitos outros exames como a manometria anorretal computadorizada, a eletromiografia dos esfíncteres anais, a defecorressonância de pelve, a ressonância magnética da pelve, a tomografia computadorizada pélvica e o tempo de latência do nervo pudendo podem ajudar o médico a diagnosticar a causa da doença.

Tratamento 

O tratamento depende da causa, da idade da paciente e do grau de comprometimento dos esfíncteres anais interno e externo e pode incluir fisioterapia pélvica, biofeedback , reeducação intestinal, uso de medicamentos e, em alguns casos, cirurgias reparadoras com técnicas minimamente invasivas que restauram a função e devolvem qualidade de vida.

“Com diagnóstico e tratamento adequados, é possível recuperar o controle e a confiança para viver bem.” — Dr. José Mauro Santos

RETOCELES

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A retocele é uma protusão (ou abaulamento) da parede anterior do reto em direção à vagina, causada pela fraqueza dos músculos e tecidos do assoalho pélvico. É uma condição relativamente comum em mulheres, especialmente após partos normais, cirurgias ginecológicas ou com o avançar da idade.

Embora possa gerar desconforto e dificuldade evacuatória, a retocele tem tratamento e excelentes resultados quando acompanhada por um coloproctologista.

Causas e Fatores de Risco

A retocele surge quando há enfraquecimento das estruturas que sustentam o reto e a vagina, o que pode ocorrer por:

  • Partos múltiplos ou traumáticos
  • Prisão de ventre crônica e esforço para evacuar
  • Envelhecimento e perda de tônus muscular
  • Cirurgias pélvicas anteriores
  • Doenças do tecido conjuntivo 

Esses fatores aumentam a pressão sobre o assoalho pélvico, favorecendo a formação da retocele.

Sintomas Mais Comuns

  • Dificuldade para evacuar, sensação de evacuação incompleta
  • Necessidade de pressionar a vagina ou o períneo para auxiliar na saída das fezes (“manobra digital”)
  • Sensação de peso ou pressão pélvica
  • Desconforto durante relações sexuais
  • Em casos mais avançados, incontinência fecal ou urinária 
  • Podem ser associadas a cistoceles (queda da bexiga), prolapso uterino ou mesmo prolapso vaginal 

Esses sintomas podem variar de intensidade e, com o tempo, interferir na qualidade de vida e autoestima da mulher.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através de exame adequado da região anal e vaginal, além de exames complementares como:

  • Defecografia (avalia o funcionamento durante a evacuação)
  • Ressonância magnética pélvica
  • Colonoscopia, se houver sintomas associados intestinais
  • Manometria anorretal computadorizada

Esses exames ajudam o médico a identificar o grau da retocele e definir o melhor plano terapêutico.

Tratamento

O tratamento depende da gravidade dos sintomas e pode envolver:

  • Fisioterapia pélvica para fortalecimento muscular
  • Mudanças de hábito intestinal, com dieta rica em fibras e hidratação
  • Controle da constipação e orientação postural
  • Cirurgia corretiva nos casos mais avançados, para reconstruir o assoalho pélvico e reposicionar o reto 

O Dr. José Mauro Santos realiza o tratamento da retocele com abordagens modernas e minimamente invasivas, priorizando o conforto, a estética e a recuperação funcional da paciente.

Quando Procurar o Especialista

Procure o coloproctologista se você:

  • Sente dificuldade frequente para evacuar
  • Tem sensação de peso pélvico ou abaulamento vaginal
  • Precisa fazer força ou “ajudar com os dedos” para evacuar
  • Percebe alterações após parto ou cirurgia pélvica

“A retocele tem tratamento.
Com cuidado, técnica e sensibilidade, é possível restaurar a função e a autoconfiança.” — Dr. José Mauro Santos

DOENÇA DE CROHN

A doença de Crohn é uma doença inflamatória crônica intestinal, que atinge geralmente o íleo e o cólon (mas pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, desde a boca até o ânus). Apesar da etiologia ser desconhecida muitos danos são causados por células imunológicas que atacam uma ou mais partes dos tecidos do tubo digestivo, havendo evidências de etiologia autoimune. Os sintomas e tratamentos dependem do doente, mas é comum haver dor abdominal crônica e progressiva, diarreia, perda de peso, febre, fístulas e fissuras anais e perineais, por vezes, complexas. Atualmente não há cura para esta doença, no entanto os tratamentos permitem alívio dos sintomas e melhoria de qualidade de vida.

A doença de Crohn é uma das principais doenças inflamatórias crônicas intestinais. Outra doença inflamatória crônica do intestino é a Retocolite ulcerativa Inespecífica, que atinge o intestino grosso e, nos casos de pancolite (doença que atinge todo o reto e o cólon), pode atingir em cerca de 10%, o íleo terminal.  A Doença de Crohn, também pode apresentar manifestações extra intestinais como articulares, de pele, oculares e hepáticas. Ambas as afecções são de etiologia desconhecida, tendo componentes autoimunes, costumam piorar com a ansiedade e o stress e seus sintomas, por vezes se confundem e se assemelham. O diagnóstico diferencial entre as duas por vezes é difícil, mas o tratamento de ambas é semelhante. A avaliação clínica, endoscópica, laboratorial e patológica adequada, pode auxiliar no diagnóstico entre as duas afecções. A presença na análise anatomopatológica de Granuloma Não Caseoso na Doença de Crohn, quando aferida pelo médico patologista, pode confirmar esse diagnóstico, fato esse que ocorre em cerca de 20 a 50% dos casos da doença.  A calprotectina fecal é uma proteína liberada pelos neutrófilos, um tipo de célula de defesa do organismo, quando há inflamação no trato gastrointestinal e essa proteína costuma ser resistente à degradação. O exame de dosagem de calprotectina fecal pode ajudar na avaliação do grau de inflamação persistente tanto na Doença de Crohn, quando na Retocolite Ulcerativa inespecífica. 

Na Doença de Crohn ocorre o comprometimento de toda a espessura da parede do órgão atingido e, no caso do intestino grosso, pode levar a estenoses e diminuição da luz do intestino devido a inflamações de repetição. O comprometimento do tubo digestivo, geralmente ocorre “em saltos”, ou seja, intercalando áreas doentes com área aparentemente sadias. Também podem ocorrer com mais frequência doenças na região perianal com fissuras e fístulas perineais graves e complexas em cerca de 20% dos casos.  Além disso essa afecção tem tendência fistulizante, podendo inflamar e atingir a bexiga, o intestino delgado adjacente, a pele, vagina e períneo. O seu tratamento é sempre clínico (VER O TRATAMENTO DA RETOCOLITE ULCERATIVA INESPECÍFICA) e o paciente só deverá ser operado nas complicações mais graves. São várias as medicações utilizadas e o tratamento deve ser sempre conduzido por médico experiente que vai trocando, acrescentando e diminuindo as medicações de acordo com a resposta clínica do paciente.

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RETOCOLITE ULCERATIVA

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 A Retocolite ulcerativa inespecífica é uma das moléstias inflamatórias crônicas que acometem o intestino grosso. Seus sintomas podem ser semelhantes aos de outras moléstias do aparelho digestivo, principalmente a Doença de Crohn.  Também não está esclarecida a causa da retocolite ulcerativa, mas fatores genéticos e autoimunes estão envolvidos no seu aparecimento e seu agravamento costuma ocorrer com o stress e a ansiedade. 
    A inflamação da retocolite ulcerativa inespecífica no intestino é superficial, crônica e exuberante. Atinge exclusivamente a mucosa que reveste internamente o intestino grosso e provoca lesões contínuas nas áreas em que se manifesta. A extensão e as características das lesões determinam a gravidade do quadro.
    A retocolite ulcerativa pode ter manifestações extra-intestinais como dores articulares, eritema nodoso, pioderma gangrenoso (feridas que vão ficando pretas, com infecção e pus, e exigem tratamento agressivo) e, mais raramente, alterações oculares e hepáticas. 

Sintomas

     Os principais sintomas são diarréia, sangramento e mucorréia, por vezes secreção purulenta nas fezes e dor abdominal em cólica. As crises de diarréia são persistentes, ocorrem durante o dia e também a noite e de madrugada. Depois das refeições, o reflexo para evacuar é intenso. Por isso, muitos pacientes preferem não comer e acabam emagrecendo. 


Diagnóstico

O diagnóstico é feito pela avaliação clínica, endoscópica e anatomopatológica. O exame endoscópico mais simples que pode auxiliar o diagnóstico, é a retossigmoidoscopia rígida, que consiste na introdução de um tubo rígido no reto que permite definir a presença ou não da retocolite, através da visualização da mucosa intestinal por um médico experiente.  Outro exame importante é a colonoscopia que permite avaliar todo o intestino grosso e, algumas vezes uma pequena parte do intestino delgado distal na sua junção com o intestino grosso e determinar o grau de comprometimento do intestino pela doença. Esses exames auxiliam no diagnóstico diferencial com a Doença de Crohn e pode se realizar a biópsia para o exame anatomopatológico.
Exames de sangue são úteis para detectar os seguintes distúrbios associados à retocolite ulcerativa inespecífica:
1)    anemia e deficiência de ferro por causa do sangramento;
2)    carência de albumina, proteína que se perde por causa da ferida no intestino e da produção intensa de muco.
Os exames de hemossedimentação e da proteína C reativa ajudam no diagnóstico e o marcador sorológico ANCA auxilia nos casos em que o diagnóstico diferencial é necessário.
A retocolite ulcerativa pode evoluir para quadros graves, com sangramento volumoso de difícil controle. São casos mais raros, que exigem internação hospitalar para repor sangue e introduzir medicação endovenosa.
Outra complicação bastante importante é o megacólon tóxico, inflamação acompanhada de infecção grave, que leva à dilatação importante do intestino grosso, podendo levar a perfuração intestinal e septicemia (infecção grave generalizada).
A incidência de câncer aumenta nos casos de inflamação crônica do intestino, principalmente nos casos de pancolite ou colite universal por tempo prolongado e a vigilância endoscópica e biópsias seriadas da mucosa intestinal deve ser feita periodicamente. 

Tratamento 


O tratamento da retocolite ulcerativa, que é semelhante ao da Doença de Crohn, tem dois objetivos básicos: tirar o indivíduo da crise e mantê-lo em remissão. A forma clássica recomenda o uso de sulfa e de seus derivados. Quando tais medicamentos não apresentam bons resultados, os corticóides atuam com rapidez e eficiência na forma aguda da doença.
Para os pacientes que não respondem ao tratamento convencional ou se tornam dependentes da cortisona, os imunossupressores representam um recurso importante. Para pacientes que não respondem ao tratamento convencional ou tem doenças mais graves os medicamentos Anti-TNF são de fundamental importância e tratam o paciente de maneira adequada levando, por vezes a serem assintomáticos. Os principais medicamentos Anti-TNF para o tratamento das doenças inflamatórias crônicas intestinais são: Infliximabe, Adalimumabe, Golimumabe e Certolizumabe, dentre muitos outros existentes no mercado. Outros medicamentos como o Vedolizumabe também podem ser utilizados.  Todas essas medicações são também utilizadas para o tratamento da Doença de Crohn.
Nos casos de megacólon tóxico é fundamental a prescrição de antibióticos. 

Recomendações


• Procure imediatamente assistência médica, se tiver sangramento intestinal ou crises persistentes de diarréia;
• Não coma alimentos que contenham fibras insolúveis (cascas de frutas, verduras, etc.) para não estimular o intestino e agravar as crises de diarréia;
• Reduza ao máximo a ingestão de condimentos picantes;
• Evite leite e derivados que podem aumentar a fermentação intestinal, se orientado pelo seu médico;
• Não tome bebidas fermentadas, como vinho, cerveja e champanhe,  nem uísques e destilados.

RETITES ACTÍNICAS

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A retocolite actínica é uma inflamação do reto e do cólon causada pela exposição à radiação, geralmente em pacientes que passaram por radioterapia pélvica no tratamento de cânceres como próstata, útero, bexiga ou reto. Ela é considerada uma complicação tardia da radioterapia, podendo surgir meses ou até anos após o tratamento oncológico.
Apesar de causar desconforto, existem opções eficazes de tratamento que reduzem os sintomas e devolvem qualidade de vida ao paciente.

Causas e Mecanismo

     Durante a radioterapia, a radiação destrói as células tumorais, mas pode também atingir o tecido intestinal saudável, provocando inflamação, redução do fluxo sanguíneo e alterações na mucosa intestinal. Com o tempo, essa agressão repetida pode causar ulcerações, sangramentos e fibrose na parede intestinal.

Sintomas Mais Comuns

     Os sintomas variam conforme a gravidade, podendo incluir:

  • Sangramento retal
  • Diarreia persistente ou fezes amolecidas
  • Dor e cólicas abdominais
  • Muco nas fezes
  • Sensação de urgência evacuatória
  • Em casos mais avançados, anemia e perda de peso

     Esses sintomas podem ser confundidos com outras doenças intestinais, por isso o acompanhamento com o coloproctologista é fundamental.

Diagnóstico

     O diagnóstico é feito por meio de colonoscopia, que permite avaliar diretamente a mucosa do reto e do cólon, identificando áreas inflamadas ou com lesões vasculares e realizando biópsias para ajudar a confirmar a causa da inflamação. Em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares de imagem e análises laboratoriais para descartar outras causas de inflamação intestinal.

Tratamento

     O tratamento depende da intensidade dos sintomas e pode incluir:

  • Medicamentos tópicos (enemas, pomadas e supositórios) com agentes cicatrizantes e anti-inflamatórios
  • Suplementação de ferro e vitaminas, em casos de sangramento prolongado
  • Terapias endoscópicas (como colonoscopias e coagulação com bisturi de argônio) para controle de sangramento
  • Ajustes alimentares e suporte nutricional
  • Acompanhamento multiprofissional, especialmente para pacientes oncológicos em recuperação

     Com cuidado adequado, é possível controlar os sintomas e manter uma boa qualidade de vida.

Quando Procurar o Especialista

     Pacientes que passaram por radioterapia pélvica e apresentam sangramento retal, diarreia crônica ou dor abdominal devem procurar o coloproctologista o quanto antes. O diagnóstico precoce ajuda a evitar complicações e melhora o resultado do tratamento.

“O cuidado com o intestino faz parte da continuidade do tratamento oncológico.
A atenção precoce é o caminho para o conforto e a recuperação.”

Cuidar do intestino após a radioterapia é parte importante da jornada de recuperação. O acompanhamento contínuo traz conforto, segurança e saúde.” 

— Dr. José Mauro Santos

DOENÇAS VASCULARES DO ÂNUS, RETO E CÓLON

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As doenças vasculares do ânus, reto e cólon envolvem alterações nos vasos sanguíneos que irrigam o trato intestinal inferior. Elas podem causar sangramentos, dor, inflamação e, em alguns casos, até isquemia (falta de oxigenação do tecido). Entre as condições mais comuns estão as hemorroidas, os hemangiomas, as malformações vasculares (ou ectasias vasculares) e a colite isquêmica.

Sintomas mais frequentes

  • Sangue nas fezes ou no papel higiênico
  • Dor ou desconforto anal e/ou dor abdominal em cólica
  • Sensação de peso ou pressão na região
  • Alterações no funcionamento intestinal como diarréias persistente, por vezes com sangue

Esses sinais nem sempre indicam algo grave, mas devem ser avaliados por um proctologista para diagnóstico correto e tratamento adequado.

Tratamento

Vai depender da causa e da gravidade. Pode incluir desde mudanças alimentares e medicamentos até procedimentos minimamente invasivos para tratar sangramentos ou restaurar a circulação local.

Cuidar da saúde vascular intestinal é essencial para manter o equilíbrio e o bem-estar do sistema digestivo.” — Dr. José Mauro Santos

RETONOCLOTIPA ACTINICAS

A retocolite actínica é uma inflamação do reto e do cólon causada pela exposição à radiação, geralmente em pacientes que passaram por radioterapia pélvica no tratamento de cânceres como próstata, útero, bexiga ou reto. Ela é considerada uma complicação tardia da radioterapia, podendo surgir meses ou até anos após o tratamento oncológico.
Apesar de causar desconforto, existem opções eficazes de tratamento que reduzem os sintomas e devolvem qualidade de vida ao paciente.

Causas e Mecanismo

Durante a radioterapia, a radiação destrói as células tumorais, mas pode também atingir o tecido intestinal saudável, provocando inflamação, redução do fluxo sanguíneo e alterações na mucosa intestinal. Com o tempo, essa agressão repetida pode causar ulcerações, sangramentos e fibrose na parede intestinal.

Sintomas Mais Comuns

Os sintomas variam conforme a gravidade, podendo incluir:

  • Sangramento retal
  • Diarreia persistente ou fezes amolecidas
  • Dor e cólicas abdominais
  • Muco nas fezes
  • Sensação de urgência evacuatória
  • Em casos mais avançados, anemia e perda de peso

Esses sintomas podem ser confundidos com outras doenças intestinais, por isso o acompanhamento com o coloproctologista é fundamental.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de colonoscopia, que permite avaliar diretamente a mucosa do reto e do cólon, identificando áreas inflamadas ou com lesões vasculares. Em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares de imagem e análises laboratoriais para descartar outras causas de inflamação intestinal.

Tratamento

O tratamento depende da intensidade dos sintomas e pode incluir:

  • Medicamentos tópicos (enemas, supositórios) com agentes cicatrizantes e anti-inflamatórios
  • Suplementação de ferro e vitaminas, em casos de sangramento prolongado
  • Terapias endoscópicas (como argônio plasma) para controle de sangramento
  • Ajustes alimentares e suporte nutricional
  • Acompanhamento multiprofissional, especialmente para pacientes oncológicos em recuperação

Com cuidado adequado, é possível controlar os sintomas e manter uma boa qualidade de vida.

Quando Procurar o Especialista

Pacientes que passaram por radioterapia pélvica e apresentam sangramento retal, diarreia crônica ou dor abdominal devem procurar o coloproctologista o quanto antes. O diagnóstico precoce ajuda a evitar complicações e melhora o resultado do tratamento.

“O cuidado com o intestino faz parte da continuidade do tratamento oncológico.
A atenção precoce é o caminho para o conforto e a recuperação.”
— Dr. José Mauro Santos

PÓLIPOS COLORRETAIS

Os pólipos colorretais (intestino grosso) são pequenos tumores que crescem dentro do intestino grosso. Alguns pólipos têm forma de cogumelo (pediculados) – protrusões no topo de um “talo” (sésseis). Outros se parecem com inchaços que são planos (sésseis) e acompanham ou espraiam na parede intestinal (como verrugas).

Há vários tipos de pólipos., como os pólipos hiperplásicos, inflamatórios, pseudopólipos e adenomatosos.  A maioria deles não é cancerosa (são benignos), e não tem riscos de malignização, mas um tipo, o ADENOMA, está associado a mudanças no DNA (chamadas mutações) das células do revestimento do cólon ou reto. Estas mutações podem progredir para o câncer colorretal. Os adenomas podem ser basicamente de três tipos: TUBULARES, TÚBULOVILOSOS E VILOSOS. Quanto maior o pólipo, maior a chance dele conter células cancerosas. Para um pólipo maior que 1,5 cm de diâmetro, há uma chance de cerca de 10% dele ter alguma área de degeneração maligna. Pólipos planos (sésseis) são mais prováveis de se tornar cancerosos que os pólipos em forma de cogumelo (pediculados).

Ninguém sabe exatamente o que causa estes crescimentos, embora algumas pessoas nasçam com uma tendência genética de desenvolver pólipos múltiplos. Doenças hereditárias como a Polipose Adenomatosa Familiar e suas variantes, principalmente as Síndromes de Gardner e de Turcot, podem levar ao crescimento de centenas de pólipos no cólon e no reto. Se o paciente não for tratado cirurgicamente para remover o segmento de cólon afetado, é quase certo que pelo menos um destes pólipos se transforme em câncer após uma certa idade, em geral até os 40 anos. Estas doenças são raras, hereditárias e transmitidas por um gen autossômico dominante aos descendentes desses pacientes e representam apenas cerca de 1% de todos os cânceres de intestino.

A maioria dos adultos não portadores dessas doenças específicas tem  risco menor de desenvolver pólipos e eles ocorrem na maioria das vezes após os 40 anos, mas essa idade de incidência vem diminuindo mais recentemente, de tal forma, que a Sociedade Americana de Câncer recomendou, a partir de 2018, uma VIDEOCOLONOSCOPIA PARA TODA A POPULAÇÃO ASSINTOMÁTICA E SEM FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER COLORRETAL, AOS 45 ANOS DE IDADE, como forma de rastreamento e exerese de pólipos assintomáticos (que são precursores do câncer)  e diagnóstico precoce de cânceres intestinais assintomáticos ou com sintomas mínimos.

Quadro Clínico
Na maioria das vezes, os pacientes não sabem que têm pólipos de cólon porque não há nenhum sintoma. Pólipos maiores podem sangrar, levando à eliminação de sangue nas fezes. Às vezes, pólipos sangrantes podem raramente levar a anemia (baixos níveis de células vermelhas do sangue) ou causar diarréia.  Ocasionalmente, os pólipos podem tornar-se tão grandes que bloqueiam o intestino ou causam invaginação intestinal causando sintomas de obstrução do intestino grosso. 

Diagnóstico

O melhor método para se diagnosticar os pólipos intestinais é a Videocolonoscopia, que já faz no mesmo momento, a retirada dos mesmos para serem enviados ao patologista para exame anatomopatológico. Apesar de outros exames, como o toque retal e a retoscopia ou retossigmoidoscopia rígida poderem suspeitar ou diagnosticar algum pólipo na parte final do tubo digestivo, a videocolonoscopia deverá ser realizada para a retirada dos mesmos e também para se avaliar o restante do intestino grosso na procura de outros pólipos, que podem ocorrer em cerca de 20-25% dos pacientes, e, além disso, afastar a presença de algum câncer. A Videocolonoscopia é usada para avaliar toda a extensão do cólon e do reto. Este é o único exame que analisa todas as áreas onde os cânceres do intestino grosso podem crescer. A maioria dos pólipos também podem ser removidos por este meio e os cânceres podem ser biopsiados. No caso de pólipos maiores, que não podem ser retirados por via endoscópica, pode se tatuar o local próximo ao mesmo, para tornar possível a sua identificação posterior em cirurgia de ressecção parcial do intestino por via videolaparoscópica ou mesmo, cirurgia aberta. É importante que seja sempre retirado todo o pólipo para que o médico patologista possa avaliá-lo por inteiro e afastar alguma área de degeneração maligna que porventura tenha ocorrido.

Prevenção
O perigo dos pólipos do tipo adenomas, é que grande parte dos casos de câncer colorretal se iniciam nesse tipo de pólipo.  Pode-se diminuir as chances de desenvolver pólipos cancerosos tomando as seguintes medidas preventivas;

  • Aumentar o consumo de frutas, legumes e cereais e água.
  • Limitar a ingesta de comidas com alto teor de gordura animal, não ingerindo principalmente os alimentos processados, como salames, mortadelas, presuntos e etc…
  • Fazer 30 minutos de exercício físico, pelo menos na maioria dos dias.
  • Manter um peso saudável. Gorduras extras, especialmente ao redor da cintura alteram o metabolismo e aumenta as chances de desenvolver câncer de cólon e de reto.
  • Não fumar e diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas. 
  • Fazendo exames de colonoscopias preventivas e consultas ao coloproctologista

Como o risco de câncer colorretal aumenta com a idade, um exame de colonoscopia preventivo deve ser feito em todas as pessoas aos 45 anos de idade. A partir desse exame outros exames de seguimento devem ser feitos, de tempos em tempos, dependendo da presença ou não de pólipos adenomatosos no intestino do paciente, seguindo se a orientação do médico coloproctologista.  Se o paciente tiver uma condição hereditária que predisponha ao crescimento dos pólipos do intestino grosso, ele, seus parentes próximos, incluindo os seus descendentes, devem começar a fazer estes exames já na puberdade. 

Tratamento
Os pólipos do intestino grosso podem ser removidos através do exame de videocolonoscopia, dependendo do seu tamanho, localização, número e aspecto endoscópico. Isto é feito, na maioria das vezes, cortando-se o pólipo da parede interna do intestino usando um bisturi elétrico, através de uma alça de metal introduzida pelo aparelho de colonoscopia.  Várias táticas são usadas no sentido de retirar os pólipos maiores e mais difíceis de serem ressecados, como o fatiamento das lesões, a mucosectomia e a ressecção endoscópica da mucosa. Às vezes, a cirurgia videolaparoscópica ou aberta (laparotomia) é necessária para remover pólipos maiores ou já malignizados.  Para pólipos cancerosos, um segmento do cólon terá indicação de ser removido, juntamente com a cadeia ganglionar adjacente ao mesmo.

Prognóstico
Embora estime-se que 30% das pessoas de meia-idade ou mais velhas tenham pólipos do cólon, menos de 1% de todos os pólipos irão se tornar cânceres, desde que removidos ainda pequenos. Para pessoas que diagnosticam e tratam o câncer de cólon precocemente, a taxa de sobrevida de 5 anos é de 90%. Se o câncer alcançou os linfonodos, a chance da sobrevida cai para 65%. Quando o câncer se espalhou para órgãos distantes do corpo, como o fígado ou os ossos, a probabilidade de viver por 5 anos cai para cerca de 8%.

TUMORES BENIGNO DO INTESTINO GROSSO

 No intestino grosso, podem-se desenvolver inúmeros tipos de tumores benignos e alguns são os adenomas, originados a partir da camada mucosa que cobre a parede interna do tubo digestivo. Costumam crescer no interior do intestino e adotam a aparência típica de um pólipo, ou seja, uma massa tumoral unida à parede intestinal mediante um pedículo ou podem ser todo aderido ao intestino e são chamados pólipos sésseis 

Dentre os adenomas, diferenciam-se duas variedades: os pólipos adenomatosos ou adenomas papilares, que se caracterizam pela grande quantidade de glândulas mucosas e pela sua superfície lisa e brilhante, tendo um crescimento lento e alcançando um tamanho moderado de poucos centímetros de diâmetro; e os pólipos vilosos, que, por sua vez, apresentam poucas glândulas e uma superfície bocelada, consistência mais amolecida, tendo um crescimento um pouco mais rápido e alcançando entre 6 a 10 cm de diâmetro. Algumas lesões apresentam os dois componentes e são chamados adenomas mistos ou tubulovilosos.

Tanto se pode formar um único pólipo, como se podem desenvolver muitos, em alguns casos, dezenas ou até centenas, localizados em qualquer parte do intestino grosso, apesar de existirem com maior frequência no cólon sigmóide e no reto. Geralmente, e uma vez formados, os pólipos benignos tendem a manter-se estáveis, inicialmente, não causando graves repercussões. Porém, com o passar do tempo, existe a possibilidade de sofrerem um processo de malignização, transformando-se, assim, nos cânceres intestinais.  Esta transformação ou degeneração, pode ocorrer em cerca de 5 a 10% dos pólipos adenomatosos e em cerca de 40% dos pólipos vilosos., dependendo do seu tamanho. Quanto maior o pólipo, maior o risco de malignização. Outras lesões polipóides benignas podem ocorrer no intestino grosso, como os lipomas, fibromas, a endometriose e os tumores carcinóides. 

Tumores malignos

Evidenciam-se diversos tipos de tumores cancerosos no intestino grosso, segundo a sua natureza e a sua forma de crescimento.

Em relação à natureza, a maioria são adenocarcinomas, originados na camada mucosa, mas também podem ser fibrossarcomas (tecido conjuntivo), lipossarcomas (tecido adiposas) e linfomas (tecido linfóide). Segundo a sua forma de crescimento, distinguem-se algumas  variantes principais: os tumores estenosantes, que começam por formar um anel em redor da parede do intestino, estendendo-se depois progressivamente para o interior do órgão, enquanto se infiltram na parede intestinal; os tumores ulcerados que sangram com mais frequência , os infiltrantes que tem maior chance de comprometer toda a parede e os órgãos adjacentes e, por último, os tumores polipóides, que ao crescerem formam uma massa no interior do intestino.

Manifestações e evolução

Os pólipos benignos, habitualmente, não apresentam grandes sintomas, sendo muitas vezes detectados casualmente, através da prática de exames de exploração do intestino grosso por outros motivos. Em alguns casos provocam hemorragias repetidas, tão pequenas que passam despercebidas, apesar de poderem provocar uma anemia, caso sejam frequentes. Noutros casos, as hemorragias manifestam-se pela presença de coágulos escuros ou de sangue vermelho nas fezes, que também podem conter secreções mucosas.

Caso os pólipos sejam volumosos, podem causar diarreias e dores abdominais, assim como uma frequente e imperiosa necessidade de defecar, caso estejam localizados no reto. Uma outra complicação típica dos pólipos volumosos é a obstrução intestinal, acompanhada de dores abdominais intensas, distensões abdominais, vómitos, ausência de evacuações e gases – nestes casos, é preciso recorrer rapidamente à prática de uma intervenção cirúrgica. Os tumores malignos costumam provocar, no início, o mesmo tipo de manifestações clínicas. Um dos sinais mais evidentes da sua evolução corresponde a uma alteração do ritmo das evacuações, alternando períodos de obstipação e de diarreia. Outra manifestação habitual é a hemorragia intestinal, que em alguns casos passa despercebida até causar uma anemia, mas noutros evidencia-se devido à presença de sangue nas fezes, mesmo que seja parcialmente coagulada e escura, quando o tumor reside nas primeiras partes do cólon (cólon proximal), ou vermelha e brilhante, quando este se localiza no cólon sigmóide ou no reto. Caso não sejam detectados nem tratados a tempo, os tumores malignos provocam, como qualquer câncer, uma grande perda de peso e a deterioração do estado geral.

Tratamento

O principal tratamento dos tumores benignos é a cirurgia – é sempre conveniente removê-los, pois mesmo que não causem grandes sintomas, existe o risco de se tornarem malignos. Às vezes, a extração do tumor pode realizar-se através de uma colonoscopia, mais facilmente quando os pólipos são únicos ou com a utilização de pinças especiais introduzidas através do endoscópio. Caso os tumores sejam numerosos, é preciso avaliação adequada para se fazer o diagnóstico diferencial com as poliposes intestinais adenomatosas que necessitam de tratamento cirúrgico maio e específico.  O tratamento dos tumores malignos compreende quatro medidas: cirurgia, radioterapia (aplicação de radiações), quimioterapia (administração de medicamentos anticancerosos) e, ainda imunoterapia.  A estratégia terapêutica varia de caso para caso, segundo a localização e a extensão do tumor. A principal técnica empregada é a cirurgia, quer seja com o propósito da completa eliminação do câncer ou com uma intenção paliativa, sempre que estiver num estado muito avançado, para atenuar os sintomas. Como medida de segurança, extrai-se um segmento mais amplo do intestino, com vista a eliminar os linfonodos (linfadenectomia ganglionar) ou tecidos e órgãos adjacentes possivelmente invadidos pelas células cancerosas).

Por fim, e para assegurar a continuidade do tubo digestivo, suturam-se os extremos do intestino, exceto nos casos em que o tumor se localiza no reto distal ou invade os esfíncteres anais, em que pode ser preciso retirar todo o reto e a região anal e se realizar uma colostomia definitiva para salvar a vida do paciente.

DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS INTESTINAIS

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As doenças infectocontagiosas intestinais são causadas por bactérias, vírus, fungos ou parasitas que afetam o intestino delgado e o cólon, provocando inflamação e alterações no funcionamento intestinal. Essas doenças podem se manifestar de forma aguda (de curta duração) ou crônica, e muitas delas são transmissíveis por contato com água ou alimentos contaminados.

O Dr. José Mauro Santos, especialista em Coloproctologia, atua no diagnóstico, tratamento e prevenção dessas infecções, oferecendo orientação individualizada e acompanhamento clínico seguro.

Principais Doenças Infectocontagiosas Intestinais

  • Gastroenterite bacteriana (causada por Salmonella, Shigella, E. coli, Campylobacter)
  • Amebíase (Entamoeba histolytica)
  • Giardíase (Giardia lamblia)
  • Colite por Clostridium difficile (associada ao uso de antibióticos)
  • Infecções virais intestinais (como rotavírus e norovírus)
  • Hepatite A (transmitida por via oral-fecal)

Cada uma dessas doenças apresenta características próprias, mas todas exigem atenção médica e diagnóstico preciso.

Sintomas Mais Comuns

  • Diarreia ou fezes líquidas, às vezes com sangue ou muco
  • Dor e cólicas abdominais
  • Febre e mal-estar
  • Náusea e vômitos
  • Desidratação
  • Em casos prolongados, perda de peso e fraqueza

Esses sintomas podem variar conforme o agente causador e a gravidade da infecção.

Formas de Transmissão

  • Consumo de água contaminada
  • Alimentos mal lavados ou mal cozidos
  • Contato direto com fezes infectadas (inclusive em práticas sexuais de risco)
  • Mãos ou superfícies contaminadas

Cuidados e Prevenção

  • Lavar bem as mãos antes das refeições e após usar o banheiro
  • Evitar água não filtrada ou alimentos crus de procedência duvidosa
  • Higienizar frutas, verduras e utensílios de cozinha
  • Evitar o compartilhamento de toalhas e objetos pessoais
  • Usar preservativos em práticas sexuais, principalmente no sexo anal
  • Manter vacinação em dia, especialmente contra Hepatite A

A prevenção é o melhor tratamento, e pequenas mudanças de hábito fazem grande diferença.

Tratamento

O tratamento depende do agente infeccioso identificado. Pode incluir antibióticos, antiparasitários, reposição de líquidos e eletrólitos e, em casos mais graves, acompanhamento hospitalar. O coloproctologista é o profissional indicado para avaliar complicações intestinais, orientar exames e acompanhar a recuperação.

“Prevenir infecções intestinais é cuidar da saúde como um todo. Um intestino equilibrado é reflexo de bem-estar e qualidade de vida.” — Dr. José Mauro Santos

HEMORRAGIAS DIGESTIVAS

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As hemorragias digestivas ocorrem quando há sangramento em alguma parte do sistema digestivo, podendo se manifestar desde a boca até o ânus. Na coloproctologia, o foco está nas hemorragias do intestino grosso, reto e ânus, que são causas frequentes de preocupação e devem sempre ser investigadas com atenção.

Principais Causas das Hemorragias Intestinais

  • Hemorroidas (principal causa de sangramento anal)
  • Fissuras anais
  • Doença diverticular do cólon
  • Pólipos e câncer colorretal
  • Doenças inflamatórias intestinais (retocolite ulcerativa, doença de Crohn)
  • Angiodisplasias (alterações vasculares intestinais)
  • Retite actínica (inflamação após radioterapia)
  • Infecções intestinais severas

Cada causa requer um tipo de abordagem diferente, por isso, a avaliação médica especializada é indispensável.

Sintomas de Alerta

  • Sangue vermelho vivo nas fezes ou no papel higiênico
  • Fezes escurecidas (melena), indicando sangramento mais alto no intestino
  • Anemia, tontura ou fraqueza inexplicáveis
  • Dor abdominal ou cólicas associadas ao sangramento
  • Sangramento persistente após evacuação

Mesmo que o sangramento seja pequeno e sem dor, ele nunca deve ser ignorado.
Em muitos casos, pode ser o primeiro sinal de uma doença intestinal mais séria, como pólipos ou câncer colorretal.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através de avaliação clínica e exames específicos, como:

  • Anuscopia (para visualizar o canal anal)
  • Retossigmoidoscopia ou colonoscopia (para investigar o intestino grosso)
  • Exames laboratoriais para avaliar anemia e perda sanguínea
  • Arteriografias mesentéricas seletivas
  • Enterotomografias
  • Uso da cápsula endoscópica

Esses exames permitem identificar a origem exata do sangramento e definir o melhor tratamento.

Tratamento

O tratamento depende da causa e da intensidade da hemorragia. Em casos leves, pomadas, medicamentos tópicos, dieta rica em fibras e hidratação. Nos casos moderados, procedimentos ambulatoriais (como ligadura elástica, cauterização com argônio ou laser). Já em casos graves, cirurgias colorretais ou internação hospitalar para controle clínico pode ser necessário.

O Dr. José Mauro utiliza técnicas minimamente invasivas sempre que possível, proporcionando uma recuperação rápida e segura.

Quando Procurar o Especialista

Procure atendimento médico se você apresentar:

  • Sangramento intestinal ou anal, mesmo pequeno
  • Fezes escurecidas ou com sangue
  • Fraqueza, tontura ou sinais de anemia
  • Histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos intestinais

“Sangrar nunca é normal.
Identificar a causa a tempo é a melhor forma de prevenir complicações e garantir tranquilidade.” — Dr. José Mauro Santos

PROLAPSO RETAL

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O prolapso retal acontece quando o reto (a parte final do intestino grosso) se desloca parcial ou totalmente para fora do ânus. Essa condição é mais comum em idosos, mulheres após múltiplos partos e pessoas com constipação crônica, mas também pode ocorrer em jovens devido a alterações neuromusculares ou anatômicas. O prolapso retal pode acompanhar-se de cistocele (queda da bexiga), prolapso uterino ou vaginal e incontinência anal e/ou urinária. 

Embora cause desconforto e constrangimento, o prolapso retal tem tratamento e pode ser resolvido com segurança quando acompanhado por um coloproctologista experiente.

Principais Causas e Fatores de Risco

  • Esforço excessivo para evacuar (prisão de ventre crônica)
  • Fraqueza dos músculos do assoalho pélvico
  • Partos múltiplos ou difíceis
  • Doenças neurológicas que afetam o controle muscular
  • Idade avançada e perda de tônus muscular
  • Cirurgias prévias ou lesões pélvicas

Esses fatores comprometem a sustentação do reto, facilitando seu deslocamento.

Sintomas Comuns

  • Sensação de “caroço” ou tecido saindo pelo ânus
  • Dificuldade para evacuar ou sensação de evacuação incompleta
  • Dor, ardência ou sangramento leve
  • Incontinência fecal (dificuldade de reter fezes ou gases)
  • Desconforto, sangramento ou umidade constante na região anal

Nos casos iniciais, o prolapso pode ocorrer apenas durante o esforço evacuatório; em estágios mais avançados, o tecido pode permanecer exteriorizado.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito através de exame clínico e, quando necessário, exames complementares como defecografia, colonoscopia e manometria anorretal computadorizada, que avaliam a função muscular e o grau de deslocamento. Esses exames ajudam o especialista a definir o tratamento mais adequado para cada paciente.

Tratamento

O tratamento depende da gravidade do prolapso e do impacto nos sintomas. Em casos leves, apenas mudanças de hábito intestinal, fisioterapia pélvica e controle da constipação podem ajudar. Nos casos moderados a graves, cirurgias corretivas que reposicionam o reto e fortalecem o assoalho pélvico podem ser necessárias. As cirurgias em muitos casos podem ser realizadas por via endoanal com muito bons resultados, pouca dor, com anestesia tipo bloqueio raquidiano ou peridural, com riscos bastante menores, principalmente em se tratando de pacientes idosos e portadores de outras comorbidades.  Nos casos de grandes prolapsos ou recidiva do mesmo, pode se realizar as técnicas por via abdominal que apresentam resultados, por vezes, excelentes., algumas com colocação de telas ou esponjas para ajudar na contençaõ do intestino.  A realização da cirurgia por via endoanal, em geral, não invalida ou dificulta outra cirurgia posterior, por via abdominal. 

É importante o tratamento dessa condição clínica que atinge muitas pessoas idosas, causando grande desconforto e sintomas que dificultam, por vezes, a locomoção e o simples ato de sentar e o seu tratamento pode ajudar sobremaneira na qualidade de vida desses pacientes. 

Quando Procurar o Especialista

Procure o coloproctologista se você:

  • Perceber protuberância ou saída de tecido anal
  • Tiver sangramento ou dor ao evacuar
  • Sofrer com prisão de ventre ou incontinência frequente

“O prolapso retal tem solução.
Buscar ajuda médica é o primeiro passo para recuperar o conforto e a qualidade de vida.” — Dr. José Mauro Santos

CIRURGIAS DO ÂNUS, RETO E CÓLON

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As cirurgias do ânus, reto e cólon fazem parte da especialidade do coloproctologista, que atua no diagnóstico e tratamento das doenças que afetam o intestino grosso e a região anorretal. Esses procedimentos podem ser indicados tanto em casos simples, como hemorroidas, fissuras e fístulas, quanto em situações mais complexas, como câncer colorretal, doenças inflamatórias, diverticulites e prolapsos.

O Dr. José Mauro dos Santos utiliza técnicas cirúrgicas modernas e minimamente invasivas, que proporcionam menor dor, cicatrização mais rápida e recuperação segura, sempre com foco no conforto e na individualidade de cada paciente. Além da precisão técnica, o acompanhamento humanizado antes e após a cirurgia é um diferencial essencial no cuidado oferecido, garantindo tranquilidade, segurança e qualidade de vida em todo o processo.

“Cirurgia também é cuidado. A tecnologia é importante, mas o que transforma o resultado é o olhar humano em cada etapa.” — Dr. José Mauro Santos

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Telefone: (48) 3324-0200 (48) 3223-6069  |  (48) 3223-4051
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